Ciclo de Palestras: “Crítica por Crítica”

O time de críticos e jornalistas Lula Rodrigues, Maria Prata, Ricardo Oliveros, Carol Vasone, Alcino Leite e Lilian Pacce; reuniram-se na tarde de terça para um debate sobre a crítica de moda. Lilian Pacce ficou com o papel de mediadora e lançou algumas questões pertinentes na profissão do avaliador da moda. A primeira grande questão discutida foi a interferência da velocidade de informação na crítica de moda.  Lula cita a grandiosidade e importância do Twitter como ferramenta de comunicação, porém acredita que hoje as ferramentas de mídia social acabam servindo mais para reportar em tempo real do que criticar e analisar a moda. Este papel, de análise, ainda é muito bem ocupado por jornais e blogs específicos. Ricardo acredita que se a análise no blog for bem colocada, o blogueiro pode atingir credibilidade – como foi o caso da garota Tavi, de 13 anos, por trás do blog Style Rookie. A internet permite um trabalho mais livre, sem que o crítico fique preso aos anunciantes, como costuma acontecer em revistas de moda, cita Maria Prata.

O grupo contou das censuras que já sofreram, por parte de estilistas, ao fazerem críticas negativas. E Lilian alertaou: “Isso faz parte da profissão e sempre existirá, não é exclusividade do Brasil, acontece no mundo todo.”. Com isso em mente, Alcino acredita que está na hora do mercado como um todo amadurecer, e aprender a aceitar críticas negativas. Afinal críticos de artes não costumam ser barrados em museus ao fazer análises negativas. E todos acreditam que ao final das contas, a crítica negativa não afeta as vendas das marcas. Para Maria Prata, o que o crítico de moda analisa não é o que o comprador olha. O papel do crítico é avaliar o potencial criativo da marca, e não se o produto vai ou não vender.

Já sobre o que o mercado espera da nova geração de críticos, Ricardo acredita que saber sobre os bastidores (processos de modelagem, costura, etc) ajudam o crítico a entender o que ele está vendo. Já Alcino dá seu recado: “Sejam livres, ousados e bons no que fazem!”.

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