A moda Pop Surrealista de Fernando Cozendey

Por @isaacludovic e @ rafacarvalho

Conheça o novo estilista carioca de beachwear Fernando Cozendey. Suas peças tem bossa, são originais e carregam um DNA forte e lúdico. Confira a entrevista que fizemos com ele, nossa nova aposta.

Croqui do Fernando Cozendey

Bate Papo

Seu ícone de moda
Adoro a combinação Jean Paul Gaultier e Madonna!

Ícones do estilista, a dupla Jean Paul Gaultier e Madonna.

Como decidiu estudar moda? Quem te “apresentou a moda”?

Fui apresentado à moda por uma amiga na época de colégio, no terceiro ano do ensino médio. Como tinha chegado a época de escolher alguma área para prestar vestibular e ainda não me conseguia ver atuando como veterinário ou cantor (não, isso não daria certo, rs), decidi fazer faculdade de moda.

Em seu site você diz que as imagens que ali estão não retratam quem você é, por quê? Existe um distanciamento criativo entre você e sua roupa?

Sim, há um grande distanciamento. Desde muito novo fui repreendido em casa e na rua, onde acabei me moldando num produto visual bem diferente do que viria a ser. Caso me tivessem deixado seguir adiante com meus planos e minha maneira de ser original (rs), hoje, certamente seria uma pessoa totalmente diferente do que sou. Todos nós somos produtos de vivências e na maioria das vezes a imagem não retrata quem somos e o que passamos. Ela retrata uma capa, escudo das coisas que não gostaríamos de passar novamente.

Mas tenho que agradecer, olha que ironia (rs), pois se não fossem esses conflitos, certamente, eu não teria nenhum potencial criativo. No meu caso, como vivo “mimetizado”, camuflado para a sociedade, exercer o potencial criativo é como viver o impossível, minhas vontades, por isso é tão prazeroso criar…

As suas duas coleções já apresentadas trabalham com formas muito bem ajustadas ao corpo e trompe-l’oeil. O que te faz gostar tanto desta técnica?

O gosto pelas formas ajustadas vem de minhas experiências com o segmento moda praia. Já o trompe-l’oeil traz a dinâmica do surrealismo, do “engana olho”, algo tão presente na minha essência. Criar peças comerciais e não cair na mesmice é algo bem difícil. Comecei a fazer peças de moda praia e hoje meu trabalho está caminhando para outros segmentos. A única certeza que eu sei é que meu trabalho sempre virá com o DNA de beachwear.

Como você vê o mercado de moda nacional?

Vejo o mercado nacional despontando. Não é de hoje que somos alvo de comentários agradáveis e elogios. Acho que é possível sim ter uma grande carreira quando se fala de moda no Brasil. Esse pensamento de que “tenho que ir para fora, pois meu trabalho é muito conceitual” não se aplica mais aqui, principalmente em SP. Descobrimos nossos próprios gostos e nossa maneira de usar as roupas. Hoje, a moda nacional tem seu espaço, e, dita, sim, novas formas de vestir e de beleza.

Jeremy Scott é uma referência? Quem são suas referências?

Não. Não tenho costume de ver desfiles, nem de ler revistas de moda. Grande parte do que sei é graças à faculdade de moda que me “obrigou” a saber certas coisas. Não tenho uma referência da mídia. Quando crio, penso em quem poderia estar usando, geralmente pego pessoas próximas a mim como “cabide” e quero que fiquem belas e diferentes do que são. É mais ou menos assim o processo, transformar as mulheres ao meu redor em seres admiráveis de beleza

Como você imagina uma apresentação sua na passarela?

Já tive a oportunidade de desfilar duas vezes, ambas aqui no Rio. Foi algo muito especial para mim. Desfilar foi a oportunidade para mostrar ao grande público meu trabalho, é uma grande vitrine. Já estou pensando em uma nova coleção e estou bastante animado.

Coleção “A IMAGEM QUE VOCÊ VÊ NÃO RETRATA QUEM EU SOU”!


Veja o site de Fernando Cozendey

Vídeo na Gema TV

Fotos Nina Franco e Rafael Pavarotti
Tratamento de imagem Rafael Pavarotti
Modelos Cá Ribeiro e Paula Cozendey
Styling Fernando Cozendey

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