Através da interação entre identidade social e roupa, Lui Iarocheski decola na moda!

O conceito de brutalismo foi o motor da coleção de inverno que Lui Iarocheski apresentou nessa quinta-feira na Casa de Criadores. “É uma reação das gerações mais jovens contra a leveza, ignorância e radicalismos da sociedade atual”, diz o estilista.“O que vestimos afeta como agimos, pensamos e sentimos. A coleção abstrai problemas sociais como a homofobia, racismo e a xenofobia para explorar essa interação entre identidade social e roupa. O resultado é uma coleção expressiva, austera, que abusa de tecidos de fibras naturais de qualidade e de patches com frases e desenhos homoeróticos do artista alemão Boris Schmitz.” O denim da Vicunha apareceu na sarja stretch e confortável e na sarja de algodão resinado. Juntos com os patches e cordões desenvolvidos pela Haco exclusivamente para o estilista, arremataram a atmosfera pesada, urbana e utilitária da coleção. “O mix é diversificado e abrange calças, shorts, camisas, camisetas e jaquetas oversized”, continua o estilista. “Acordo todos os dias para inspirar as pessoas a serem inspiradores. A autenticidade que vejo pelo mundo me inspira e minhas criações e modo de fazer refletem este mesmo espírito autêntico.” Em tempo: Lui Iarocheski tem 26 anos e se formou em Moda em 2014 na UDESC, em Florianópolis. Estudou também na The Swedish School of Textiles, na Suécia, e sua coleção de formatura foi premiada e desfilou no RG Designer Award 15, organizado pelo site “Not Just a Label” em Viena, na Áustria. Em 2015 se uniu a um grupo de amigos para montar em Florianópolis a empresa com viés social e sustentável que hoje gere a marca: o Grupo A OCA. Já desfilou duas vezes no Vancouver Fashion Week. Abaixo, o desfile na Casa!

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