Felipe Faiana aposta em casting superanimado e tecidos resinados e desfila coleção fervida – #fort

Tudo começou com Cher, mas não a cantora, a personagem interpretada por Alicia Silverstone no filme “Patricinha de Beverly Hills”. “Imaginei ela hoje, rica e blogueira bem-sucedida que decide fazer um desfile e relembrar os looks que ela mais amava da época de escola, em 1995”, diz Felipe Fanaia. Só por aí já dá para entender o que se viu na passarela. Um remix das principais referências da década de 1990, dos conjuntinhos em tons pastel à la Versace ao grunge e minimalismo. E tudo junto-mistura-ao-mesmo-tempo. É por aí que o xadrez dos conjuntinhos de uniforme escolar aparecem em jaquetões oversized, paetês em roupas esportivas, bordados adolescentes em camisetões alongados e mais todo um repertório street para o aqui e agora.

Bastidores do desfile de Felipe Faiana || Créditos: Cassia Tabatini

Bastidores do desfile de Felipe Faiana || Créditos: Cassia Tabatini

texto: Luigi Torres
fotos de backstage: Cassia Tabatini / FORT Magazine
fotos passarela: Marcelo Soubhia/FOTOSITE

Bastidores do desfile de Felipe Faiana || Créditos: Cassia Tabatini

Bastidores do desfile de Felipe Faiana || Créditos: Cassia Tabatini

Se é novo? Bem, não dá para dizer que é, mas também não é irrelevante. Até pelo modo como tudo ganhou força durante a apresentação. De um ponto de vista técnico, é interessante perceber como Felipe vai afinando suas vontades criativas com a demanda comercial (os tempos estão bicudos e não está fácil para ninguém). Um exemplo são os trabalhos com tecidos resinados, que o estilista sempre mostrou predileção. Outro são as alterações de modelagens de peças clássicas. Mas o que fez a coleção crescer foi o casting superanimado.

Bastidores do desfile de Felipe Faiana || Créditos: Cassia Tabatini

Bastidores do desfile de Felipe Faiana || Créditos: Cassia Tabatini

Ao longo das duas décadas de histórias, a Casa de Criadores resistiu às oscilações e pressões do mercado como um hub de mentes criativas. Uma espécie de ponto de encontro de profissionais fora da curva (e da caixa) querendo fazer diferente, querendo ser ouvidos. Ao colocar seu grupo de amigos na passarela, Felipe mantém esse viés do evento pulsante, bem como fizeram outras marcas, como Cemfreio, Rober Dognani e Ale Brito, nesta e em outras edições. Porque moda é negócio, sim, mas também é emoção – e diversão. Por que não?

Bastidores do desfile de Felipe Faiana || Créditos: Cassia Tabatini

Bastidores do desfile de Felipe Faiana || Créditos: Cassia Tabatini

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