Rober Dognani dá uma pausa na dramaticidade e desfila coleção inteira em preto – #fort

Quem esperava por mais uma apresentação dramática, a exemplo da coleção passada, deve ter ficado #xatyado. Pelo menos teve Whitney Houston e “I Will Always Love You” para animar quem enxergou a coleção inteira em preto como algo estranhamente silencioso para Rober Dognani. Acontece que a ausência completa de cor fez muito bem ao estilista, ao ponto de fazer desta coleção uma de suas melhores nos últimos tempos. Basta olhar com um pouco de atenção.

texto: Luigi Torres
fotos de backstage: Cassia Tabatini / FORT Magazine
fotos passarela: Marcelo Soubhia/FOTOSITE

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Bastidores do desfile deRober Dognani || Créditos: Cassia Tabatini

Preto imprime sobriedade. Não é exatamente clean, mas é simples. É puro sem ser asséptico, elegante sem ser chato. É também a cor que Rober mais vende. Tudo isso é importante porque ressalta qualidades antes escondidas por temáticas fantasiosas ou desfiles quase teatrais. Focado no lado comercial, porém sem comprometer a criatividade, o estilista consegue lançar luz em pontos importantes de seu trabalho – como a atenção à modelagem e construções em moulage (com silhuetas envelopadas e volumes orgânicos), e a sofisticação na escolha e manuseio de materiais.

Mais do que isso, deixa sua identidade mais nítida. Livre das referências literais pelas quais já foi criticado, ela surge mais forte e desejável. Mas agora tem que fazer valer o ditado: once you go black, you never go back. Se não na cartela de cores, nas qualidades que o preto ressaltou.
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