Maria Grazia Criuri completa 1 ano na Dior com coleção feminista, chique e sem afetação

Um ano se passou desde que Maria Grazia Criuri apresentou sua primeira coleção para a Christian Dior. Para refrescar a memória, a coleção foi marcada pela camiseta que diz “We Should All Be Feminists” (“Todos nós devemos ser feministas”), um sucesso de vendas. Nesta terça-feira, a maison deu start na Semana de Moda de Paris com a coleção mais sofisticada criada até então por Maria para a casa, marcada pelo link entre a adolescência dos anos 1970 e o atual clima sociopolítico através de pesquisa no acervo da marca.

O desfile, que reuniu convidadas como Naomi Watts e Natalia Vodianova, aconteceu no Museu Rodin. O prédio histórico ganhou atmosfera espacial dominada por mosaicos de espelhos.

A atmosfera transformada do museu Rodin para receber o desfile de primavera/verão 2018 da Dior

A pegada da estilista italiana, porta-voz de um dos discursos mais interessantes sobre o feminismo e que não se deslumbra quando a elogiam por ser mulher e dar conta do recado, é bem claro: captar o espírito do tempo sob viés engajado e deixar a tendência vir… O fio condutor da temporada foi extraído do acervo da marca: Niki de Saint Phalle, uma das artistas plásticas mais famosas da França. Unindo o feminismo retrô de Niki com um ar de ficção científica de Paco Rabanne e a sansualidade de “Barbarella”(1968), o que se viu foi uma coleção deliciosa e rica em detalhes, mas zero afetação.

Dior – primavera/verão 2018

Estampas P&B de xadrez, poás e listras levam motivos artsy à passarela, que tem como must botas over the knee prateadas e bordados espelhados. A camiseta com frase de efeito da estação? “Why have there been no great woman artists?” ( “Por que não houve grandes mulheres artistas?, na tradução literal). Aos cliques!

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