Em busca de sua ancestralidade, a artista Catarina Gushiken viajou à Ásia e criou o projeto Skin Painting!

Catarina Gushiken (artista plástica, muralista e professora em sua escola de arte na Aclimação, em São Paulo) é aquele tipo de pessoa que vive arte 24 horas por dia. Quem a conhece sabe da quantidade de telas e cadernos que preenche ao mesmo tempo, produzindo muito e ensinando suas técnicas que, de tão simples, fazem com que qualquer pessoa que nunca tenha tido contato com arte encontre um caminho.

Mas esta reportagem é para contar da viagem que Catarina fez pela Ásia, o que começou como um resgate familiar.  “Foi em 2016, quando estava prestes a viajar pela primeira vez ao Japão, para entregar à irmã de meu avô japonês os 11 diários que ele havia me deixado de presente antes de morrer. Fiz como uma maneira de resgatar minha ancestralidade, e também de reconectá-los através dos tempos. Neste momento revivi outras memórias de minha vida: lembrei de meu pai me ensinando datilografia quando eu tinha apenas 9 anos, e de quando começamos a trocar cartas. Sinto que meu pai e avô são minhas principais inspirações nesta série por conta da caligrafia, mas também o desejo de viajar pelo mundo, conhecer outras histórias, e conectar as memórias de outras pessoas as minhas”, conta ela, que depois acabou embarcando em outra viagem, que mistura arte com ajuda humanitária.

“A viagem para a Ásia foi por intuição. Senti que deveria conhecer Índia e Bali, e como tinha duas amigas que estariam por lá, pensei que este seria o momento. Depois, através de minha amiga Tiffani Gyatso, recebi um convite para dar aulas de pintura no Rajastão. Então, me organizei para viajar por três meses, pois além de passar pela Índia e Bali, queria voltar a Paris e rever amigos que fiz no Centro de Refugiados Jean-Quarré, quando estive na cidade fazendo um projeto de residência artística e mural em 2017″, continua Catarina, que entrega à Casa de Criadores suas imagens que falam de resgates ancestrais, memórias e conexões que ultrapassam as fronteiras e o mar”.

Mural de Catarina Gushiken no Centro de Refugiados Jean-Quarré, em Paris

Ah, e quando voltar ao Brasil, Cata quer continuar se dedicando ao projeto Skin Painting, “e as tatuagens que faço com o projeto @sumietattoo, e também volto a dar aulas de processo criativo no meu atelier. “Essa arte em caligrafia do projeto é inspirada no Shodô, mas muitas vezes eu invento caligrafia, apenas inspirada na arte japonesa”. Essa é Catarina Gushiken e, na galeria abaixo, mostramos o resultado do projeto Skin Painting.

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