As muitas curiosidades em torno da musa platinada Debbie Harry, que se apresenta com o Blondie no Festival Popload

Diva, com canções que nunca vão sair da nossa playlist e das pistas de dança, Debby Harry veio com sua banda Blondie para São Paulo onde se apresenta nesta quinta, 15 de novembro, no Festival Popload, no Memorial da América Latina. Quem também sobe ao palco é Lorde, MGMT, Mallu Magalhães, Tim Bernardes, Letrux, At The Drive In e Death Cab for Cutie. Ótimas atrações, mas nossos olhos fashionistas e saudosistas brilham mais para a loira de 73 anos nascida Angela Tremble em Miami, na Florida, que foi adotada com três meses de idade e assim virou Debbie. Mais curiosidades dela? Segue lendo, marujo…

Debbie nasceu para o estrelato como vocalista e líder da banda de punk e new wave Blondie. Explodiu nas paradas nos anos 70 em Nova York. São 45 anos de carreira.

A banda foi formado em 1974 por Debbie, o guitarrista Chris Stein e o baterista Clem Burke. Emplacaram vários hits como “Heart of Glass”, “Call Me”, “Rapture” e “One Way or Another”.

Suas apresentações em clubes como CBGB’s e Max’s Kansas City, em Nova York, marcaram aquela época.

O Blondie, que teve como padrinhos os eternos punks da banda Ramones, vendeu mais de 40 milhões de discos pelo mundo. Uma curiosidade: a banda, na época, superou o sucesso dos Ramones.

E como tudo que é bom dura pouco, o Blondie se desfez em 1982 e Debbie seguiu carreira solo como cantora, com mais cinco álbuns, e fez as vezes de atriz em mais de 60 filmes e programas de televisão. O Blondie durou só quatro anos.

O grande boom do Blondie foi com o lançamento do terceiro álbum, “Parallel Lines”, de 1978, que se tornou o mais vendido no Reino Unido na semana do lançamento.

Em entrevistas, Debbie já contou que se inspirou em Marilyn Monroe para dar aquele carão no palco.

A banda voltou a se reunir só em 1999 e atingiu o topo das paradas na Inglaterra com a canção “Maria”, muito tocada aqui no Brasil também. Em 2003, o grupo lançou o álbum “The Curse of Blondie”, algo como “A Maldição do Blondie”.

Atualmente eles são acompanhados por Leigh Foxx (baixo), Matt Katz-Bohen (teclado) e Tommy Kessler (guitarra).

O último álbum foi “Pollinator”, o 11º da carreira do grupo.

Debbie já conhece o Brasil: esteve aqui em carreira solo nos anos 2000. Na visita desta semana, já visitou vários pontos da cidade e conheceu artistas.

A cantora contou em entrevista que pretende fazer no show em São Paulo uma homenagem a Naná Vasconcelos, que morreu em 2016 aos 71 anos, e com quem trabalhou no seu disco solo “Def, Dumb & Blonde” (1989). Eles assinam juntos a música “Calmarie”.

Do que você tem mais orgulho na sua carreira? “Acho que de apenas ter tentado. Foi um grande passo. Acho que, sabe, aguentar as pontas durante tudo isso, porque com certeza tive meus altos e baixos — ser popular, ser impopular. Mas sempre tive certeza do que eu gostava e não gostava, e o que queria fazer. E sei as coisas de que mais gosto. Tenho muito orgulho de ter feito Videodrome e Hairspray. Acho que são filmes ótimos, e trabalhar com John Waters e David Cronenberg foi incrível”, disse ela pra revista “Vice”.

Antes de se tornar vocalista do Blondie, Debbie Harry foi corista em um grupo de folk , o The Wind in the Willows.

E antes de ser Blondie, a banda se chamou Angel and the Snake. O motivodo nome? Por causa de seu cabelo platinado, oras…

Olha só: antes do Blondie, Debbie foi coelhinha da Playboy, que por lá não tinha uma conotação tão erótica como aqui.

“Call Me” foi escrito para Stevie Nicks.

Debbie já foi clicada por Robert Mapplelthorpe e pintada por Andy Warhol (imagem acima). Deusa, né não?

Debbie Harry por Robert Mapplelthorpe / Foto: Zeca Gutierres

 

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