Não deixe a Casa 1 fechar. Saiba como ajudar a manter o espaço de acolhimento LGBT em SP

“A Casa 1 surgiu em 2016 quando comecei a receber jovens expulsos de casa pela família no meu apartamento mesmo. A partir dai vi que era uma demanda gigantesca e real e decidi fazer um financiamento coletivo e abrir o centro de acolhida”, conta Iran Giusti, organizador da Casa 1, espaço que funciona na Bela Vista, na região central de São Paulo, e que hoje conta com 60% de seu funcionamento vindos de doações de pessoas físicas, 30% de empresas e 10% do bolso dos seus mantenedores. “A partir de novembro, com a eleição do novo presidente, o financiamento de empresas acabaram e por conta disso decidimos encerrar as atividades em dezembro”, segue ele, que tenta reverter a situação chamando a atenção da população. Quer saber como? Segue lendo…

A finalidade da Casa 1 é atender jovens LGBT expulsos de casa pela família e funciona também como um centro cultural aberto para todos e todas. “A ideia desse centro é estabelecer uma relação com o bairro, enfrentamento de LGBTfobia e também oferecer possibilidades para quem vive na casa com uma gama de atividades socioeducativas”, segue. “Hoje são 20 pessoas na residências, 350 pessoas no centro cultural e 100 atendimentos dia de população em situação de rua. Para os moradores e moradoras, além da casa, fornecemos alimentação, transporte mais as atividades do centro cultural que são aulas de canto, costura, bordado, yoga, lutas, inglês, espanhol e cursinho preparatório para o ENEM, entre outros”. Além disso, o espaço abriga uma sala de distribuição de produtos de higiene e roupas para a população de rua.

Como fazemos para ajudar? “Colaborar com o financiamento coletivo e também com voluntariado. Nossa próxima formação é dia 24, às 14h”. Em meio à crise, Iran se mantém firme na decisão de criar novos projetos para manter e até aumentar a Casa 1. “Eu, inclusive, sou proibido de responder essa pergunta. Como temos cerca de 10 pedidos por dia para acolhida e uma demanda gigantesca em relação à comunidade LGBT esperamos sempre poder ampliar o projeto, chegando inclusive a outros estados”, explica.

“Um dos pontos que falamos muito sobre a acolhida da casa é que ela não é só sobre ser LGBT, é sobre atender pessoas que foram ao longo da vida violentadas e cerceadas de direitos, é sobre de alguma forma mover as estruturas para que essas pessoas tenham as mesmas oportunidades que pessoas privilegiadas tem. É um trabalho moroso, cansativo mas extremamente necessário”, completa.

Ajude, faça parte! Casa de Criadores aplaude a iniciativa!

Casa 1: espaço cultural e de acolhimento para a população LGBT em risco / Foto: Divulgação

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