O fetiche nosso de cada dia com 13 filmes icônicos para assistir, copiar as cenas ou deixar quieto…

Não precisa dizer que o gancho deste post é o fatídico vídeo de golden shower postado no Twitter do presidente. Sem entrar no mérito da crítica, porque não nos cabe essa função, a brincadeira é eleger filmes total fetichistas para aguçar nossos sentidos.

Todo LGTBI que se preze precisa assistir, e assistir de novo, “Querelle”, filme francês de 1982 que conta a história de um marinheiro (Brad Davis) que desembarca em Brest e, movido pelo desejo, se joga em um inferninho da cafetina Lysiane (Jeanne Moreau), amante de seu irmão Robert (Hanno Pöschl). Casada com Nono (Günther Kaufmann), ela atiça o fetiche entre seus clientes. Na direção do longa, Rainer Werner Fassbinder.

Pedro Almodóvar é craque em levar o fetiche para o cinema, ora de maneira irônica e divertida, ora dramática e contestadora. “Ata-me” conta a história de um homem que depois de ser liberado de um hospital psiquiátrico passa a perseguir uma atriz pornô com quem transou uma vez. No elenco, os jovens Antonio Banderas e Victoria Abril. Tem suspense, humor, sensualidade e obsessão. O desfecho dá o tom da história. Filme de 80.

“O Império dos Sentidos”, quando foi lançado, em 1976, deixou o mundo de cabelo em pé com a da história de uma ex-prostituta que se envolve em um caso de amor obsessivo com o senhorio de uma propriedade onde ela trabalha como criada. Até que ponto se pode chegar para alcançar o máximo do prazer carnal? A direção é de Nagisa Ōshima, com música composta por Minoru Miki. A cena derradeira é literalmente sufocante.

Agora vamos aliviar um pouco, com o humor ácido e escatológico de “Pink Flamingos”, no qual Divine, drag e atriz fetiche de John Waters, quer ser a pessoa mais pervertida do mundo. A competição é com um casal bizarro, não menos promíscuo e perturbado. Com esse filme, o diretor americano fez história no cinema underground e outro filme dele, bem menos nojentinho mas fetichento, é o “Mamãe é de Morte”, com Kathleen Turner.

Quando se fala em perversão além dos limites logo pensamos em “Calígula”, filme de 1979 com direção de Tinto Brass. O produção meio italiana meio americana conta a história da ascensão e queda do imperador romano Gaius Caesar Germanicus, o Calígula. Tipo pesadérrimo… para não se repetir em casa. Malcolm MacDowell, de “Laranja Mecânica”, interpreta o imperador que mantinha um caso sexual com a própria irmã etc etc etc.

Dos Estados Unidos temos “Leather”, com direção de Patrick McGuinn, que foi lançado em 2013 e mostra a história de um rapaz que, ao perder o pai, viaja com seu namorado para uma cabana nas montanhas de Catskill, onde seu pai passou os últimos anos. Lá ele reencontra um amigo de infância e assim começa um triângulo amoroso cheio de cenas de sexo que os meninos gays vão adorar.

Não dá para falar de filmes fetiche sem citar o guloso Bruce La Bruce, canadense que é diretor, ator, roteirista e fotógrafo. Sexo é com ele mesmo! Em 2015 ele até ganhou uma retrospectiva no MoMA. São muitos filmes fetichistas, mas ficamos aqui com “Gerontophilia”, que ele já contou em reportagens que é o filme mais filme dele, no sentido de roteiro com começo, meio e fim. Sabe aquele amigo que curte um paizão? Então…

“Singapore Sling” vem da Grécia e foi lançado em 1990. Nele, um homem sai em busca de sua mulher desaparecida e vai parar numa casa de duas mulheres, mãe e filha, que o obrigam a participar de jogos de tortura sexual. Sim, do tipo angustiante. Longa do grego Nikos Nikolaidis. Lembrando que Singapore Sling é um drink feito com xarope de grenadine, gin agridoce, club soda e aguardente de cereja. Tim-tim!

Partimos para a Espanha com “Kiki – Os Segredos do Desejo” (2016), de Paco León, que apresenta cinco casais muito loucos praticando seus variados fetiches sexuais. O longa é uma adaptação do filme independente australiano “A Pequena Morte” (2015). O fetiche, aqui, pode ser confundido com desvio feio de caráter. Se for assistir, já esteja avisado que cenas fortes virão…

“O Porteiro da Noite” é um filme controverso. Se passa em Viena no ano de 1957, treze anos após o fim do Holocausto. Sobrevivente de um campo de concentração, Lucia Atherton (Charlotte Rampling) se vê trabalhando com o porteiro de hotel Maximilian Theo Aldorfer (Dirk Bogarde), um oficial nazista que foi seu torturador. Ela, mesmo sabendo de quem se trata, se submete ao sadismo do macho. Filme de 1974 de Liliana Cavani.

O Brasil também tem alguns exemplos de filmes fetichistas e a gente escolhe “Eu Te Amo”, de 1981, de Arnaldo Jabor. No elenco, Vera Abelha, Sônia Braga e Regina Casé. Bem, um industrial falido nos anos 70 conhece uma mulher com a qual começa um romance muito louco, regado a sexo e manipulação por parte dele. No medo da solidão, eles se mantêm nessa relação auto-destrutiva.

Nome que marcou até apelidos para Lucianas, Luzias e afins, “As Idades de Lulu” é espanhol e tem direção de Bigas Luna, com Francesca Neri, Oscar Ladoire e María Barranco no elenco. Em Madri, Lulu se apaixona por Pablo, melhor amigo do seu irmão. A personagem é o tipo neurótica que se torna totalmente dependente do outro. E ela vai fazer de tudo, no quesito sexo, para se manter nessa relação doentia.

E para fechar o ciclo fetiche na tela grande, o inglês “9 Canções”, do diretor Michael Winterbottom, de 2004. Aqui, uma estudante americana conhece um cara mais velho em um show de rock e inicia com ele uma relação amorosa. Nada estranho como alguns títulos acima, ok? Mas com muitas e muitas cenas de sexo embaladas por músicas de bandas como The Von Bondies, Elbow, The Dandy Warhols, Primal Scream e Franz Ferdinand.

Compartilhe: