Passado o Carnaval, o gostoso é se lançar nos museus e centros culturais da Avenida Paulista

Quintal do paulistano, a Avenida Paulista volta a ser um dos locais mais legais para se estar depois da enxurrada de eventos de Carnaval. IMS, Casa das Rosas, Masp, Itaú Cultural, Japan House e Sesc chamam para atividades que podem ser feitas num único dia de rolezinho bom. Anote…

No Dia Internacional da Mulher (8/3), o IMS Paulista inaugura instalação feita por imagens de oito fotógrafas do acervo do Instituto: Alice Brill (1920-2013), Dulce Soares (1943), Hildegard Rosenthal (1913-1990), Lily Sverner (1934-2016), Madalena Schwartz (1923-1993), Maureen Bisilliat (1931), Stefania Bril (1922-1992) e Claudia Andujar (1931). Oito painéis belíssimos, cada um com uma foto, distribuídos pelo térreo do centro cultural. Fica em cartaz até 16 de março, incentivando o público a entrar em contato com a obra e trajetória dos artistas da coleção do IMS.

Fotografia de Claudia Andujar / Foto: Reprodução

Um dos ícones da black music brasileira, Di Melo mergulha em sua trajetória em show gratuito no Itaú Cultural, no dia 9 de março. O cantor e compositor recifense, prestes a completar 70 anos, mostra canções de toda a sua carreira, reunindo desde faixas do seu álbum de estreia, “Di Melo” (1975), até produções inéditas. O repertório também conta com composições de Luiz Gonzaga e Baden Powell. O show terá interpretação em Libras. O show rola às 20h, com duração de 80 minutos. Sala Itaú Cultural (piso térreo). Distribuição de ingressos uma hora antes da apresentação.

Di Melo / Foto: Reprodução Instagram

Meninas, atenção para a Maratona de Edição Arte + Feminismo, no dia 8 de março, das 14h às 21h na Casa das Rosas. São 20 vagas e o tema é a questão de gênero na Wikipédia. Isso mesmo. Em uma pesquisa de 2011, a Wikimedia Foundation descobriu que menos de 10% das pessoas que contribuíam para edições de seus artigos eram mulheres. Embora os motivos da diferença de gênero sejam discutidos, o efeito prático desta disparidade, não: o conteúdo está distorcido pela falta de representação das mulheres.

A ideia da atividade é ajudar a mudar essa tendência, fazendo uma frente de atualização em grupo focada nos artigos relacionados às questões de gênero, arte e feminismo. A participação nesse encontro é opcional. Leve seu laptop, cabo de energia e ideias para trabalhar em artigos que precisam ser atualizados ou criados. Para participar, faça sua inscrição online ou presencialmente, na recepção da Casa das Rosas. Antes, é necessário criar uma conta na Wikipédia antes do dia 08/03. Ah, precisa entrar para ver se ainda há vaga, tá? Você pode aprender como fazer isso aqui.

Simone de Beauvoir / Foto: Reprodução

No Sesc Paulista tem show de Lucas Estrela, que em 2016 lançou o disco “Sal ou Moscou”. Natural da capital paraense, aposta na guitarrada e no tecnobrega, recebendo influências do músico e produtor Pio Lobato, ídolo e parceiro de trabalho. Em 2017, Lucas gravou seu segundo álbum. patrocinado pelo Natura Musical. “Farol” traz experimentos do carimbó com a música digital, além da tecnoguitarrada apresentada em seu álbum de estreia. Na mesma noite, o DJ DLB comanda um baile regado a tecnobregas dos anos 2000, reggaeton e funks. Venda limitada a dois ingressos por pessoa: de R$ 6 a R$ 20. Local: Praça (Térreo). A capacidade do espaço é limitada de acordo com a montagem de cada atividade.

Lucas Estrela / Foto: Divulgação

O Masp montou a primeira grande exposição monográfica dedicada à obra de Djanira da Motta e Silva (Avaré, São Paulo, 1941– Rio de Janeiro, 1979) desde seu falecimento, há 40 anos. Autodidata e de origem trabalhadora, a artista surgiu no cenário da arte brasileira nos anos 40. Embora tenha trilhado sólida carreira em vida, nas últimas décadas Djanira foi colocada de lado nas narrativas oficiais da história da arte brasileira. Esta mostra busca examinar o papel fundamental da artista na formação da visualidade brasileira e reposicioná-la na história da arte do país durante o século 20. “Djanira: a memória de seu povo” mostra todas as fases da artista, com retratos e autorretratos, diversões e festejos populares, o trabalho e os trabalhadores, a religiosidade afro-brasileira e católica, os indígenas Canela do Maranhão e muito mais.

Tocador de Pífano, obra de Djanira da Motta e Silva / Foto: reprodução

E para fechar o roteiro na Paulista, um pulo na lindíssima Japan House, que apresenta um novo viés da arquitetura e do design na exposição “Architecture for Dogs: Arquitetura para cães”, com curadoria do designer japonês Kenya Hara e desenvolvimento da Imprint Venture Lab, empresa de investimento e consultoria. Por meio do trabalho de renomados profissionais, irreverentes e conceituais casas de cachorros surgem em um pioneiro exercício de escala que leva em conta as atuais relações da sociedade com seus bichos de estimação. Fofo, né?

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