Quer ser estilista? Confira dicas garimpadas em bate-papo com a equipe da Casa de Criadores!

Acompanhados de André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, e a convite da Lunelli, os estilistas Heloísa Faria, Isaac Silva, Jorge Feitosa, Fabio Ramos, Kaio Martins, Lívia Barros, Renata Buzzo, Rober Dognani, Heloisa Strobel e Diego Malicheski embarcaram para Guaramirim e Corupá, em Santa Catarina, para participar de uma roda de conversa com o tema “o mercado para novos talentos”, contando com a presença de estudantes de moda da região. Abaixo, o site da Casa de Criadores, que acompanhou o grupo, anotou algumas dicas emergenciais que serão úteis para quem quer ser estilista.

Fabio Ramos e ao fundo Jorge Feitosa / Foto: Divulgação

  1. Perguntado sobre o que mudou na moda autoral do Brasil nesses mais de 20 anos de Casa de Criadores, André Hidalgo citou a evolução da moda como instrumento de manifesto, a chamada de moda com propósito, e explicou que os estilistas apostam cada vez mais em acabamento.
  2.  Quanto de conceito, quanto de moda comercial e quanto de peças-chave uma coleção precisa ter? A resposta foi unânime: em se tratando de moda autoral, o conceito deve prevalecer, mas pensar em peças comerciais podem ajudar a livrar uma marca da falência. Cada vez mais os compradores estão em busca de uma moda autoral e duradoura, o que reforça a importância de eventos como a CdC.
  3. Sobre dicas para quem abrir uma loja, Rober Dognani, que tem duas lojas Das Haus em São Paulo, atentou para a importância de estar sempre presente no espaço físico, criando uma relação mais próxima com os clientes, além de abastecer sempre o estoque com peças novas, furando o esquema de coleções semestrais. Heloisa Strobel, que tem uma loja de sua marca Reptilia em Curitiba, lembrou que ter uma loja é também criar um espaço tridimensional para suas ideias. Issac Silva contou a experiência de ter aberto há poucos meses sua loja física em São Paulo.
  4.  Para quem ainda prefere vender pelas redes sociais, Livia Barros, da Ken-gá, lembrou que a internet é uma ótima oportunidade de vender sem precisar gastar com aluguel e equipe, criando uma clientela até que um espaço físico seja necessário.
  5. Moda com propósito: ela só funciona se você realmente vive o que pretende discutir na coleção. Um bom exemplo é Renata Buzzo, que é vegana há quase 20 anos e aposta em uma moda sustentável que pensa no descarte de materiais, investe na reutilização de materiais e, claro, na qualidade de vida dos parceiros e pessoal terceirizado. Sustentável não deve ser só a natureza, tá?
  6. Diante de tantos padrões de beleza, a moda se abriu para inúmeros formatos (e formas de vestir). Heloisa Faria opinou dizendo que o papel da moda autoral é não apenas atender a estas novas parcelas de compradores, mas lutar pelos direitos deles, abrindo novos caminhos à diversidade. Livia Barros completou dizendo que não devemos associar minorias a públicos compradores. Apenas pensá-los como pessoas.
  7. Como faz para entrar em um evento de moda? André Hidalgo respondeu dizendo que não há regras, mas que uma moda bem acabada, boas ideias por trás das coleções, muito trabalho e a certeza de que a moda é sua vida ajudam e muito.
  8. A região onde ficam as fábricas do Grupo Lunelli é conhecida pelas indústrias têxtil, então foi falado sobre a importância de fazer parte de equipes de criação de grandes empresas de moda, a fim de entender novos processos. Tudo é aprendizado.

Renata Buzzo / Foto: Divulgação

Este é apenas um resumo do que foi dito na roda de conversa. Ah, e o espaço onde aconteceu a atividade contou com uma exposição com looks dos estilistas da Casa, assim como um super cocktail oferecido pela atenciosa equipe da Lunelli.

Rober Dognani, Renata Buzzo, Diego Malicheski e funcionária do Grupo Lunelli / Foto: Divulgação

Um mergulho no mundo Lunelli
O grupo aproveitou para conhecer os processos têxteis e os diferenciais da produção e das instalações da empresa, que começou com uma apresentação institucional feito pela diretor comercial da Lunelli, Márcio Bertoldi. Nela foi apresentada a história do Grupo Lunelli, os valores da empresa e as marcas do Grupo: Lunender, Lunelli, Lez a Lez, Alakazoo, Hangar 33 e Fico.

Depois percorreram a Unidade Beneficiamento localizada em Corupá e onde se encontra a malharia. O tour começou pelo recebimento dos fios e depois por todos os processos de produção da malha, desde a fiação, tinturaria, estamparia e seu beneficiamento. Na Unidade Comercial, em Guaramirim, conheceram as áreas administrativas e de distribuição, altamente robotizada e uma das expedições mais modernas do ramo.

Na Unidade Vestuário, a última parada, conheceram os setores de Desenvolvimento de Produto, Marketing, Modelagem, PCP e Engenharia de Produto. Nesta etapa foi possível acompanhar todo o processo que envolve o desenvolvimento de uma peça, desde o recebimento dos rolos das malhas até corte, estamparia, bordado e costura mostruário. Uma bela experiência de moda!

Livia Barros, Isaac Silva e Heloisa Faria / Foto: Divulgação

 

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