Alex Kazuo segue explorando técnicas de moulage em sua passarela

Já no seu quinto desfile na Casa de Criadores, Alex Kazuo segue resgatando o feito à mão, o moulage e sua história como estilista autodidata. Explorando uma paleta sóbria de pretos, brancos e cinzas com inspiração japonista, Kazuo mostra sua moda sem firulas aparentes na passarela. “A maioria dos estilistas pensa em um tema. O meu processo é mais intuitivo, eu sou costureiro. Comecei costurando assim. Por muito tempo trabalhei com outras marcas, então gosto de retomar esse exercício”, conta, no backstage.

A história do estilista é bastante interessante: seus amigos o presenteavam com tecidos ou roupas antigas, ele as vestia e costurava onde achava certo. As técnicas de moulage, com modelagens novas a cada estação, são o fio condutor de todo o trabalho de Kazuo.

Fato é que suas peças fazem muito mais sentido de perto. A técnica de recortar e fazer um patchwork de um mesmo tecido, ainda que muito bem feita e precisa, é apagada na passarela. Assim como a costura que segura a jardineira jeans de alça fina: um ponto que lembra arquitetura moderna e Alex gosta de chamar de “vão livre da moda” (em alusão ao vão livre do Masp). Detalhes que fazem de sua marca tão especial, acabam se perdendo no vai e vem das modelos.

 

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A jornalista Giuliana Mesquita foi convidada para escrever sobre todos os desfiles da 45ª Casa de Criadores. Sua opinião não reflete necessariamente o pensamento do evento.

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